O senhor Alexandre Pinheiro publicou em sua página a informação de que "Entidades ameaçam boicotar Conferência".Isso causa-me estranhamento, pois este seria o momento em que mais elas poderiam estar mobilizadas a participar, pois percebem que suas ações e decisões no Conselho de Saúde, apesar de toda a influência que o Poder Público Municipal tem sobre o Conselho, têm obtido êxito.
Vejamos o trecho publicado por Alexandre e depois continuo a comentar:
"Depois que a Câmara Municipal aprovou uma lei que proíbe a eleição de membros do Conselho de Saúde por mais de dois mandatos consecutivos, entidades da sociedade civil ameaçam boicotar a 13ª Conferência, que terá início nesta sexta-feira(14), na sede do Aldeota Clube.
A primeira entidade a se manifestar a respeito foi o Sindicato Patronal do Setor Rural, dirigido pelo ex-vereador José Luzia. Luzia enviou ofício comunicando que o sindicato não mandaria mais delegados ao encontro.
Fonte:
Blog do Alexandre: http://alexandre-pinheiro.blogspot.com/2010/05/entidades-ameacam-boicotar-conferencia.html
Apesar dos esforços do Governo Municipal através da Secretaria de Saúde, ao insistir em convidar a Sociedade Civil, inclusive por ofícios e meios de comunicação, o comentário de Alexandre demonstra uma certa preocução das lideranças do Poder Público Municipal em não conseguir o apoio institucional necessário para respaudar a composição do novo Conselho.
Suponho que, se entidades pretendem boicotar a Conferência, isso se deva pelo fato de que não se sintam à vontade em indicar representantes que, mais à frente, podem ser responsabilizados perante a população pela desaprovação das contas da Saúde do Município e, assim, haver a redução de recursos federais.
Além disso, caso os senhores conselheiros venham a aprovar contas que, porventura, encontrem-se irregulares, o ônus da cobrança do Ministério da Saúde cairá sobre eles, redimindo em grande parte as lideranças municipais de qualquer culpabilidade.
Dr. Almir sintetizou com grande propriedade o momento em que estamos passando, dizendo em outras palavras: não vivemos mais uma ditadura, como a dos anos 60 a 80. Mas ainda não aprendemos a vivenciar plenamente a Democracia.
Na verdade, condicionantes econômicos podem interferir muito mais em nossa vivência democrática do que a consciência política que nutrimos em nosso íntimo.
Contudo, o que promove realmente a vivência da Democracia é mais a DIALÉTICA do que a concepção teórica de Cidadania.
Entretanto, não podemos utilizar as palavras como meios para ferir, mas para edificar, é nisso que acredito. Mas não podemos deixar de dizer o que tem que ser dito, mesmo que de maneira branda e sutil.

Finalizando, deixo-vos com uma célebre frase de Che Guevara que ilustra bem o meu pensamento:























