quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

02 de fevereiro de 2011: 7 (sete anos) sem minha mãe: Maria José Rocha Ayres (Mazé Cocal)

Maria José Rocha Ayres, também conhecida como Mazé Cocal, irmã de João Cocal e filha de José Cocal, como ficaram conhecidos (os três já falecidos), é a minha mãe. 
Hoje, dia 02 de fevereiro de 2011 completam-se sete anos de seu falecimento e sentimos sua presença ainda muito forte em nosso cotidiano, nos espaços, nos costumes familiares, nas lembranças... 

Como é maravilhoso ter a lembrança, a imagem, a saudade...
De todos os seus familiares e pessoas que a amam, nossa singela homenagem. 

Minha mãe!




sábado, 22 de janeiro de 2011

SER OU NÃO SER: EIS A QUESTÃO!_________PT de Chapadinha está prestes a decidir hoje se adere, ou não, ao governo de Danúbia

No final da tarde deste sábado, 22 (que ironia do destino), o PT (Partido dos Trabalhadores) em Chapadinha-MA discutirá internamente se adere, ou não, ao grupo político de sr. Magno e Danúbia.

O debate foi iniciado a partir da discussão acerca do SINE, gerenciador do Programa 1º Emprego. A partir dos debates acerca da responsabilidade do município em garantir a estrutura de funcionamento do SINE em Chapadinha partiu-se para a discussão acerca da Secretaria do Trabalho, base para a instalação do Programa 1º Emprego na cidade. 

Daí vieram debates acerca da possibilidade de mais espaços no governo de Danúbia. O partido em nível municipal resiste a uma aproximação venal, isto é, apenas por cargos ou benefícios materiais. 

Nesse sentido, discorreu acerca de um vasto holl de  fragilidades administrativas presentes no governo de Danúbia, recebendo desta o compromisso de corrigí-las. 

Caso o PT assuma secretarias, uma de suas exigências pode ser a de mais autonomia e respeito aos secretários. 

Independentemente de secretarias, na saúde, por exemplo, o partido exige um significativo choque de gestão, com melhorias tanto no atendimento quanto no serviço de ambulâncias. 

Na educação, o PT exige a correção de distorções, liberações irregulares e do possível desvio de recursos. 

Um intenso debate tem sido travado em meio a lideranças locais do partido e de influências sociais a estes no sentido de decidir para onde o partido vai. 

Algumas lideranças estaduais do partido foram procuradas, como o vice-governador, o presidente do partido no Estado e o secretário do Trabalho, todos do PT. A indicação foi a de adesão, com as devidas cautelas, já que o histórico administrativo de Danúbia não é dos melhores. 

A grande preocupação dos petistas é com a repercussão da decisão quanto à credibilidade de seus posicionamentos, que sempre foram bastante críticos. 

Na verdade, o partido no município tem à sua frente a decisão de tornar-se um agente político ativo, ou se permanece um agente social ativo. Em outras palavras, será que o partido conseguirá fazer a transposição de sua credibilidade social para o meio político? Eis a incógnita! 

Caso venha a tomar uma decisão de adesão, o PT em Chapadinha terá o apoio do partido em nível estadual, o que deixará Danúbia e Magno, de certa forma, comprometidos em escala bem maior que a municipal. Além disso, conforme também fora observado por lideranças estaduais, a proximidade entre PT e PMDB em nível nacional e estadual precisa estar assentada, também em nível municipal, não como uma imposição, mas como uma forma de fortalecer o projeto político da esquerda em nível macro.

O risco de o PT ser desgastado com essa aliança pode ser contrabalanceado com a energia política que ele pode conseguir. 

Outra coisa. Magno e Danúbia correm dois riscos em ter o PT em seu governo: 
1º Trata-se do partido do vice-governador. Suas relações em escala estadual podem ser desgastadas caso as relações municipais não se perfizerem estáveis até as eleições de 2012. 
2º O PT não se constitui um partido convencional, isto é, tem grande vinculação com movimentos sociais e sindicatos. Tem o hábito de lutar contra a corrupção e contra os desmandos políticos. Será que Danúbia está preparada para ter o PT em seu governo? 

Finalmente, conforme apregoam lideranças estaduais e nacionais, a repercussão da decisão do PT de Chapadinha é importante para o PT estadual porque repercute em todo o Baixo Parnaíba. 

Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos e pedir a guarda do Espírito Santo a conduzir a decisão do partido. 


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O PT reune-se com a gestão municipal para discutir o SINE

Membros do Partido dos Trabalhadores do município de Chapadinha, conforme anunciado no Blog do Braga (http://luizeduardobraga.blogspot.com/2011/01/danubia-e-magno-cortejam-pt-e-vice.html), reuniram-se com a prefeita Danúbia e sr. Magno Bacelar para abordar dois pontos de pauta: a situação do SINE (Sistema Nacional de Emprego) e a realidade deficitária da gestão municipal. 

O encontro ocorrera na sede do SINE, no centro da cidade, das 18 às 20 horas, desta sexta feira, 14. 

Primeiramente, quanto ao SINE, os membros do PT explanaram que para que o órgão estadual funcione em Chapadinha é necessário apoio estrutural da prefeitura, o que não estava ocorrendo a contento. Chapadinha poderia perder o SINE caso não houvesse uma atenção maior por parte do Poder Público Municipal. A gestora e sr. Magno comprometeram-se em providenciar melhorias para o SINE. 
Por sua vez, os membros do partido discorreram sobre os principais pontos deficitários do governo de Danúbia. 

Dentre os principais foi apontada a situação da saúde, especialmente das ambulâncias. 

Outro ponto problemático é o das estradas da zona rural. 

Ainda, a falta de organização de um protocolo junto a seu gabinete, além de uma agenda desorganizada foram pontos apontados também. 

A gestora comprometeu-se a melhorar a situação das ambulâncias, mas não tinha como resolver o problema da saúde devido a uma crise nacional no setor. Já está trabalhando em uma reformulação em sua gestão até o final de Janeiro, o que inclui mudanças na saúde. 

Quanto às estradas da zona rural, afirmou que não dava para ajeitar todas, mas se reuniria com membros do PT e explanaria os recursos disponíveis no orçamento até o final de seu mandato e, daí, buscaria uma gestão participativa. 

Já no que diz respeito à sua agenda e ao protocolo, reconheceu ser este um problema pequeno para persistente em sua gestão, mas que tratará disso com mais atenção. 

Efetivamente, o que ficou acertado junto à gestora foram compromissos por parte dela em melhorar a estrutura do SINE, o que esperamos que ocorra, pelo bem de nossa sociedade. 

O PT espera ter suas reivindicações atendidas e que não haja uma decepção quanto ao clima de cordialidade e compromisso predominantes no encontro. 


Antes do encontro, ao meio dia, o partido reuniu-se previamente para decidir os pontos de pauta e os posicionamentos em linhas gerais frente à gestora. 
Vale lembrar que o SINE é uma agência que promove um cadastro nacional de empregos, além de ser o canal para a aplicação do Programa Primeiro Emprego em Chapadinha.




segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Chapadinha 2012: organograma do poder

Quando o sr. Isaías era prefeito, manteve em seu primeiro mandato um certo equilíbrio entre apoio popular e apoio de lideranças sociais, políticas e econômicas, especialmente da zona rural.

Em seu segundo mandato, priorizou o apoio popular, deixando as lideranças em geral à mercê de algum novo líder político assumir a liderança maior.

Mas era necessário munição política, isto é, recursos e estrutura para proporcionar às lideranças força política para arrebanhar seus liderados.

Foi o que o sr. Magno Bacelar fez, ao que parece. Trabalhou de forma serena durante o segundo mandato do sr. Isaías sempre em aproximação com as principais lideranças do município e, aproveitando o melhor momento, lançou-se como liderança maior.

Contudo, o embate seria difícil em 2000, pois o sr. Isaías tinha grande apoio popular, sendo que sr. Magno tinha grande apoio em meio às lideranças em geral.

O fio divisor e que proporcionou a tendência para o lado do sr. Magno foi o funcionalismo público, os profissionais liberais e os empresários no último ano de mandato do sr. Isaías.

Daí par
a cá esse fiel da balança tem mantido a força anti-Isaías no poder.

Contudo, grande parte desse funcionalismo, dos profissionais liberais e dos empresários foi sendo dispersa durante o segundo mandato do sr. Magno, vindo a ratificar a fragmentação no mandato de Danúbia.

Após a conquista das lideranças, em um primeiro momento, talvez tenha-se cometido um erro político ao se tentar fragilizá-las perante seus "liderados" e arrebanhar diretamente o povo, realidade similar à do sr. I
saías.

Talvez o erro estivesse no fato de considerar o "Mito de Isaías" suficiente para manter os diversos setores sociais agregados contra o "passado".

Vale lembrar que o fiel da balança foram exatamente os funcionários públicos municipais, os profissionais liberais e os empresários, exatamente os grupos que vém seguidamente manifestando-se contra os rumos empreendidos pelo governo de Danúbia.

Essa mistura é perigosa (para quem quer manter-se no poder) e potencialmente capaz de arrebanhar o povo, já que são setores que lidam tanto com outras lideranças quanto com o próprio povo em geral, dispondo de espaço para veiculação de discursos, recursos financeiros, estrutura e conhecimento técnico-jurídico para empreender mobilização social.

Contudo, engana-se quem acha que Isaías está fragilizado. Engana-se mais ainda quem acredita improvável uma re-eleição de Danúbia. Em política, coisas incríveis são possíveis. E a terceira via? Bom, precisa demonstrar viabilidade, o que já existe em potencial.



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

INFORME POLÍTICO DO PROFESSOR JÂNIO: "NÃO VOU SER CANDIDATO EM 2012"


Quero informar à sociedade chapadinhense e a quem interessar possa, que não serei candidato a qualquer cargo eletivo nas eleições municipais de 2012.
Fui candidato a vereador em 2008 e obtive a quantidade de 159 votos, os quais agradeço a Deus.
Não dispunha de grandes recursos para a campanha e nem pratiquei a compra de votos. Pude sentir as sutilezas da política e aprender um pouco mais na prática.
Em 2012 pretendo estar nos bastidores ajudando outras pessoas no quadro político.
Realizei muitas ações de mobilização social, voluntariado e comunicação social. Informo que tudo isso não se trata de ações para promoção política pessoal. Realmente tenho este estilo de vida e foi para isso que voltei para Chapadinha, isto é, para dedicar-me a tentar fazer esta cidade e região ser cada vez melhor.

Não faço parte de qualquer um dos dois grandes grupos políticos de Chapadinha (Pebas e Cambirimbas). Sou do PT, sou católico, filósofo e gosto de movimentos sociais. Isso diz um pouco de quem eu sou e como penso.

Quem quizer saber mais de minha ideologia, é só ler os artigos mais antigos deste blog, além dos outros blogs que edito.

Muito obrigado a todos(as) e um Feliz Natal, além de um ótimo 2011.


www.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

sábado, 23 de outubro de 2010

Política de Chapadinha-MA: similaridades e dissonâncias entre 2008 e 2012 - 1ª PARTE



Estando quase concluída a fase eleitoral de 2010, resta nos concentrarmos nas eleições de 2012.

Nesse sentido, identifico algumas características bastante similares em relação ao processo preparatório da eleição de 2008 em relação à que se prenuncia para 2012. Contudo, há especificidades que precisam ser levadas em consideração.

O fato mais marcante para esta nova eleição é a repetição da polaridade entre o grupo A e o grupo B, sendo que há uma terceira via fortalecida, mas ainda não coesa.

Quero citar, neste momento, a similaridade da terceira via de 2008 e a de 2012: naquele ano, o grupo (fragmentado) formado por Levi, Gomes, Talvane e Joana Leal não se uniu (exceto Gomes e Talvane), o que provocou uma repetição da polarização entre os dois grupos dominantes.

Caso houvesse uma aliança entre essas quatro lideranças citadas, poderia ter sido viável a terceira via já naquele ano. Contudo, o desenrolar dos acontecimentos nós já sabemos e já havíamos até previsto e anunciado.

Para 2012, um novo quadro se anuncia e com muita semelhança àquele. Erick Marinho e Dulcilene surgem com grande força (assim como Levi e Talvane em 2008). Caso haja uma real aproximação e uma aliança entre esses dois, somando-se a Gomes e Levi, além de outras lideranças que porventura possam aderir, aí sim, a terceira via torna-se viável.

Já um fato novo nesta eleição é a entrada do PT no circuito das disputas. O partido que mais se fortaleceu em nível Federal e Estadual, agora anuncia seu fortalecimento em nível local, especialmente com a vizita do Vice-Governador eleito (do PT) a Chapadinha e Baixo Parnaíba, para, dentre outras coisas, pedir votos para Dilma e, ainda, fortalecer os laços em torno do partido em nível local, o que parete ter surtido êxito.

O PT de Chapadinha sempre foi meio arredio a apoiar lideranças políticas consideradas de "elite". Conseguir colocar em uma mesma mesa o PT, Erick Marinho, Dulcilene e o Vice-Governador eleito há dois anos da eleição municipal é um indício de uma mudança nos rumos da política local.

Não se trata, no entanto, de uma prevalência da polaridade entre os dois grupos dominantes ou a tendência ao fortalecimento de alguma delas. O interessante nesse acontecimento é a capacidade do PT em aglutinar lideranças tanto do grupo A quanto do grupo B, incluindo até mesmo Dr. Levi Pontes, a quem considero meio que um profeta da terceria via, e que demonstrou uma visão aberta ao fortalecimento dessa nova proposta política em Chapadinha, comparecendo à recepção do sr. Vice-Governador.

O corajoso Gomes, apesar de não se fazer presente à recepção, teve grande aceitação em meio ao grupo petista em sua candidatura a Deputado Federal, o que demonstra a grande afinidade com o grupo.

Trago o tema à reflexão e conclamo as lideranças políticas e sociais a debater os rumos da política local preparando para 2012.